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Conselho de Ministros aprova linha de 600 milhões para custos de energia nas empresas

Conselho de Ministros aprova linha de 600 milhões para custos de energia nas empresas

A linha de crédito é uma resposta aos condicionamentos criados com a guerra desencadeada pelos Estados Unidos contra o Irão.

Lusa /
Foto: Miguel A. Lopes - Lusa

O Conselho de Ministros aprovou hoje uma linha de crédito de 600 milhões de euros, destinada às empresas que enfrentam dificuldades face ao aumento dos custos energéticos devido à guerra no Médio Oriente.

"Como anunciámos antes, o Governo aprovou hoje mais uma medida de apoio ao país, neste caso às empresas, para as ajudar a enfrentar as dificuldades com o aumento dos custos energéticos, que decorrem, nesta fase, da guerra no Médio Oriente", anunciou o ministro da Presidência, Leitão Amaro, no final do Conselho de Ministros.

Em causa está uma linha de crédito de 600 milhões de euros, designada "Portugal Resiliência Energética", que já tinha sido anunciada no início do mês.

Conforme detalhou o governante, o Estado, através do Banco de Fomento, entregará uma garantia bancária, que vai cobrir parte do capital em dívida, nomeadamente 70% nas empresas de média e grande dimensão e 80% nos restantes casos.

Esta linha terá "condições de financiamento mais vantajosas para que as empresas consigam enfrentar um tempo difícil, que preocupa todos os portugueses", apontou.

Leitão Amaro sublinhou que este apoio vem na linha de outras medidas que o Governo tem adotado, "de forma dirigida e consciente", acrescentando que o executivo de Luís Montenegro está "naturalmente preocupado e a fazer a sua parte, que é agir".

Em resposta aos jornalistas, o ministro da Presidência referiu que a linha recorre ao Fundo de Garantia Mútua para assegurar o capital, em função da dimensão da empresa.

Já relativamente às condições, especificou apenas que a maturidade é de cinco anos, com um ano de carência, e um 'spread' mais vantajoso do que o praticado pela banca comercial.

"Há uma intervenção do Estado para que o crédito chegue onde não poderia chegar e com condições mais vantajosas. Essas condições constarão da ficha desta linha e serão aprovadas pelos membros do Governo das áreas das Finanças e da Coesão Territorial", rematou.

Em 2 de abril, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já tinha anunciado o lançamento desta linha de apoio, precisando que se destina a financiar as empresas cujos custos de energia representam mais de 20% dos seus custos de produção.

A linha "vai reforçar a capacidade das empresas para responder à instabilidade internacional e para proteger a nossa competitividade, o nosso emprego e a resiliência do nosso tecido produtivo nacional", disse numa cerimónia em que assinalou dois anos da tomada de posse como primeiro-ministro.

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